Romantismo

1ª Geração: nacionalismo, ufanismo, natureza, religião, indianismo/medievalismo.

2ª Geração: mal do século, evasão, solidão, profundo pessimismo, anseio da morte.

3ª Geração: condoreirismo, liberdade, oratória de reivindicação, transição para o Parnasianismo, literatura social e engajada.

Características Gerais: imaginação, fantasia, sonho, idealização, sonoridade, simplicidade, subjetivismo, sintaxe emotiva, liberdade criadora.




Estudo completo sobre Literatura:




Realismo

Realismo

Preocupação com a verdade exata; observação e análise, personagens tipificadas, preferências pelas camadas altas da sociedade. Objetividade, descrições pormenorizadas, linguagem correta, contudo muito proxima do natural, maior interesse pela caracterização do que pela ação, tese documental.

Naturalismo

Visão determininsta do homem ( animal, preso pelas forças fatais e superiores – meio, herança genética, fisiologia, momento ). Tendencia para análise dos deslizes de personalidade. Deturpação psíquicas e físicas, preferência pela classe operária. Patologia social: miséria, adultério, criminalidade, etc. Tese experimental.

Parnasianismo

Arte pela arte, objetividade, poesia descritiva, versos impassíveis, exatidão e economia de imagens e metáforas, poesia técnica e formal, retomada de valores clássicos, apego à mitologia greco-romana.


Estudo completo sobre Literatura

Pré-Modernismo

No inicio do século XX, havia duas classes predominantes que disputavam entre si o poder político: fazendeiros exportadores e comerciante de café

Época de euforia e otimismo em que uma elite privilegiada promovia festas, onde se exibiam costumes e modas importadas do velho mundo, até que, com o advento da industrialização, tudo mudou; a fase da “Belle époque” acabou e surgiu a figura do empresários capitalista, já se aproximando do começo da primeira grande guerra mundial.

Os encontros culturais se multiplicavam, nos teatros, lojas, cafés, etc., onde se discutiam apaixonadamente novas correntes ideológicas. Surgem relatos mais próximos da realidade social, contrastando com aqueles divulgados pelas classes predominantes, que tinham interesse em camuflar a verdadeira situação da sociedade.

Começou a escassez de mão de obra, foi então necessário contratar pessoal de fora, intensificando a migração. O povo passou a conquistar o seu espaço, questionando, organizando-se politicamente e, manifestando sua alegria, contrastando com o gosto da elite.

A imprensa estava comprometida com a elite, que a sustentava, entretanto, visando maior lucro, preocupou-se em agradar também as classes inferiores, mas não deixava de retratar um brasil sem problemas, mascarando as injustiças sociais.

Contudo, certos escritores, amantes da justiça, contradiziam estas elites e a própria imprensa, mostrando em que pé estava o pais e indo de encontro às linguagens acadêmicas, utilizando-se de linguagem objetivas e mais parecidas com a realidade do pais. Opondo-se a essa época “cor de rosa”, e a dependência literária do velho mundo, havia duas corrente nacionalistas; os conservadores, que pretendiam um certo retorno ao passado, misturando a perspectiva racional e a sociedade da época, e os progressistas que se voltam mais para o presente e para os problemas sociais.

Os nacionalista pretendiam desvincular o país da forte pressão européia, tendo recebido grande ajuda dos movimentos operários, adquiriu maior profundidade social, cultural e política, e lutou por uma literatura que fosse extensiva aos leitores menos instruídos.

Começava ai a decadência da “Belle époque” e formava-se um período de transição, onde aflorava a consciência político-literária voltada para os problemas sociais, tendo alguns de seus principais autores Lima Barreto e Monteiro Lobato.

Lima Barreto reproduziu a realidade urbana e suburbana do Rio de Janeiro e seus problemas sociais, explorou, com grande maestria os aspetos ora sarcásticos, ora melancólicos do povo, fazendo alusão às deficiências do pais, utilizando para isto uma linguagem coloquial e direta.

Monteiro Lobato, escritor de precioso espírito crítico, reproduziu o original, e principalmente o lado caricatural e pitoresco, contrariando assim a literatura oficial e mostrando a verdadeira situação do homem do campo. Hábil contista uniu o tom caricatural à crítica dos costumes de então, dismistificando a sociedade da época e atando a modernidade aos moldes da realidade expressada.

Infelizmente o texto é antigo e não tenho mais a fonte.

Modernismo

1ª geração

Revolucionária – Negação da tradição cultural antipurista, antiacadêmica. Linguagem coloquial, verso livre, nacionalismo crítico, ironia, sarcasmo, irreverência. Poema-piada, liberdade de criação. Predomínio da poesia.

2ª geração

Estabilidade – Herança de 1922, acrescentando aprimoramento da linguagem ( inclusive da metalinguagem ), busca da expressão universal, recuperação de valores tradicionais ( neo simbolismo ), engajamento religioso e social; literatura de denúncia das condições humanas. Predomínio da prosa ( romance ) de tendências neo-realistas e regionais.

3ª geração

Não se mostram tão preocupados com o contexto sociopolítico; análise da natureza humana. Rigor formal.

Tendências pós modernistas

Proliferação de estilos, experimentalismo na forma, cotidiano. Polieração de contistas e cronistas. Crise de caráter existencial, reflexões metafísicas

Síntese

... "E à noite, na tabas, se alguém duvidava do que ele contava,
Dizia prudente: - Meninos, eu vi !"...

I Juca Pirama



O que é Literatura ?

O “fazer literário” tem como essência pura, matéria que o compõe – A linguagem.

Essa linguagem que, ornamentada pela capacidade imaginativa, pela criação intrínseca ao artista, perpassa por inúmeras gerações, onde muitas vezes pelo seu caráter ficcional e subjetivo, retrata a mais autêntica figuração de uma realidade que nos cerca.

Difere-se dos demais textos em virtude do evidente emprego da função poética da linguagem, onde o emissor, por meio de toda sua subjetividade, centra-se na própria palavra, combinando e recombinando os signos linguísticos, dando-lhes uma “nova roupagem” de modo a atingir o objetivo artístico, o qual se propõe.

Didaticamente, podemos classificá-la como a disciplina que estuda os movimentos literários, os quais são representados por um grupo de artistas e obras, pertencentes a uma determinada época. Sendo que esta época refere-se a um determinado período histórico, abrangendo cultura e sociedade como um todo, refletindo, assim, na corrente ideológica das produções artísticas em voga.

Em função desta periodicidade, tais movimentos classificam-se como escolas literárias, cada uma representando as tendências estético-temáticas referente à vigência histórica na qual se figuravam. Assim, temos como exemplo o Classicismo, Barroco, Arcadismo, Romantismo, Realismo-Naturalismo, Parnasianismo, Simbolismo, Modernismo, desencadeando assim nas chamadas “tendências contemporâneas”.

http://portugues.com.br/literatura/arte-literaria/literaturaartepalavra.html


Nenhuma postagem.
Nenhuma postagem.
Tecnologia do Blogger.